Resumo do artigo: A compra de alimentos não depende só do preço: envolve sabor, qualidade, ingredientes, praticidade e a experiência na hora de ir ao mercado. No varejo alimentar, são esses detalhes que mudam a forma como o cliente enxerga o real valor de um produto e decide o que vai para casa ou fica esquecido na prateleira. Descobrir o que pesa nessa balança é o grande desafio de indústrias e supermercados, e esse é o foco central da Anuga Select Brazil, o ponto de encontro perfeito para quem quer ficar por dentro das novas tendências de consumo.
Índice
- Como o consumidor decide a compra de alimentos?
- Preço pesa, mas o consumidor busca custo-benefício
- O que há dentro da embalagem também decide a compra
- Praticidade muda o produto e a experiência de compra
- Não subestime a gôndola: a decisão pode mudar na última hora
- Afinal, o que faz um produto sair da prateleira e entrar no carrinho?
- As melhores respostas surgem quando o mercado se reúne
- Perguntas frequentes
Como o consumidor decide a compra de alimentos?
Escolher o que vai para o carrinho envolve uma sequência rápida de comparações. O preço chama atenção, mas divide a decisão com o sabor, a qualidade percebida, a composição do produto e até a facilidade de encaixá-lo na rotina. É esse conjunto de critérios que define boa parte da compra de alimentos.
Na pesquisa “Do prato ao copo”, da MindMiners, essa relação aparece com o sabor à frente do preço na escolha de alimentos e bebidas no Brasil: 68% dos entrevistados consideram esse atributo, enquanto 64% levam em conta o preço.
Essa diferença apertada mostra que a decisão depende bem menos da etiqueta do que pode parecer. Composição, conveniência e experiência no ponto de venda entram nessa conta e chegam ao sortimento, ao posicionamento, à comunicação e à apresentação dos produtos no varejo alimentar.
Claro que isso não tira o peso do bolso. Com o orçamento apertado, o consumidor pesquisa com muito mais rigor o custo-benefício de cada escolha e revê até onde vale economizar ou pagar um pouco mais.
Preço pesa, mas o consumidor busca custo-benefício
Quando os preços sobem, o consumidor olha com mais cuidado para cada item que coloca no carrinho. Ainda segundo a MindMiners, 61% das pessoas já deixaram de levar algum alimento ou bebida porque acharam caro demais. A carne vermelha foi a campeã dos cortes (citada por 45%), seguida por queijos e laticínios (15%), azeite (14%) e bebidas alcoólicas (12%).
Mesmo nesse cenário, pagar barato não resolve tudo. Uma pesquisa da consultoria Skim na América Latina mostrou que benefícios, qualidade e experiências anteriores importam para 73% das pessoas, enquanto tamanho do pacote, promoções e descontos somam 63%.
Na gôndola, essa conta envolve notar o tamanho da embalagem, a quantidade que vem dentro, se a marca é confiável ou se tem um desconto que valha a pena. O consumidor compara o valor cobrado com o que espera receber e decide onde dá para economizar sem abrir mão do que acha essencial.
Essa dinâmica muda a briga pelos preços. Ter embalagens de vários tamanhos, opções pra diferentes bolsos e promoções inteligentes ajuda a oferecer alternativas em períodos de maior controle dos gastos, sem fazer do desconto o seu único atrativo.
O que há dentro da embalagem também decide a compra
No mesmo estudo, 43% dos brasileiros disseram que evitam certas comidas ou bebidas por causa da saúde. O dado coloca ingredientes, composição nutricional, quantidade, porção e características sensoriais entre os aspectos observados antes de um produto ganhar espaço no carrinho.
Boa parte dessa avaliação começa pela embalagem. É nela que o consumidor encontra informações sobre composição, conservação, modo de preparo e quantidade, ao mesmo tempo que formato, tamanho e apresentação constroem a primeira impressão do produto no corredor do mercado.
A embalagem precisa deixar claro o valor do produto. Um ingrediente especial, um diferencial de nutrição ou um processo de fabricação bacana perdem o apelo se derem trabalho para entender. Quanto mais direto for o recado sobre o que o produto entrega, mais fácil fica ver que ele vale a pena frente aos concorrentes.
O formato e a usabilidade fecham o pacote. Tamanhos certos para cada ocasião, facilidade para abrir e guardar, porções individuais ou pacotes para família tornam o produto muito mais prático para o dia a dia.
O que está pesando nas escolhas de consumo?
| Comportamento observado | Resultado | Leitura para o mercado |
| Consideram o sabor na escolha | 68% | Experiência sensorial tem peso na percepção de qualidade |
| Consideram o preço | 64% | Custo-benefício permanece entre os principais critérios |
| Evitam alimentos ou bebidas pelo preço elevado | 61% | Sortimento, formatos e faixas de preço precisam acompanhar o orçamento |
| Evitam determinados alimentos ou bebidas por questões de saúde | 43% | Composição e informações sobre o produto ganham relevância |
| Redefinem a escolha diante de uma promoção no PDV* | 57% | A execução na loja pode mudar uma decisão de compra |
| Estão abertos a itens não planejados diante de ofertas atrativas | 69% | O ponto de venda também favorece descoberta e experimentação |
Fonte: MindMiners e Skim
Praticidade muda o produto e a experiência de compra
Falando em praticidade, ela não termina no produto. Encontrar o que se procura com facilidade, ter boas opções à mão e comprar pelo canal mais fácil fazem parte da decisão.
O Ranking de Preferência do Consumidor 2026, da dunnhumby, revela que preço, promoções e programas de pontos respondem por 35% da escolha por um supermercado no Brasil, enquanto a variedade de produtos soma 28%. A experiência digital vem com 15%, o atendimento/operação com 14% e o ambiente da loja física com 7%.
A jornada começa bem antes de pegar o produto e pode ir parar na tela do celular. Prateleiras cheias e organizadas continuam sendo vitais na loja física, enquanto os aplicativos facilitam comparar preços, refazer compras e pegar cupons. No caso dos alimentos, formatos prontos para consumo, porções individuais e preparos fáceis salvam quem vive na correria.
A ocasião de consumo também devia organizar as prateleiras. Uma refeição rápida, um lanche, uma ocasião para compartilhar ou uma compra para vários dias pedem soluções próprias, e colocar itens complementares próximos pode tornar essa escolha mais simples.
Não subestime a gôndola: a decisão pode mudar na última hora
Mesmo quem vai ao mercado focado com lista de compras pode chegar no caixa com coisas que nem imaginava levar. Uma promoção relâmpago, um lançamento bem localizado ou um produto chamativo pelo caminho têm força de sobra para mudar o rumo do carrinho.
O estudo da Skim dá uma boa medida desse poder: 57% dos consumidores latino-americanos redefinem sua escolha no ponto de venda ao encontrar uma promoção, enquanto 69% estão abertos a comprar algo que não haviam planejado diante de uma oferta atrativa.
A prateleira merece tanto carinho quanto o produto em si. Organização, destaque visual e boa comunicação colocam as novidades no campo de visão, facilitam a comparação e juntam categorias que fazem sentido. Nas promoções, vale tomar cuidado com exageros, já que o próprio levantamento alerta que ações agressivas e frequentes podem desgastar a percepção de valor da marca ao longo do tempo.
E para ajudar, existe uma ferramenta especialmente interessante quando o assunto é alimento: a degustação. Se o sabor lidera os critérios de escolha na pesquisa da MindMiners, com 68%, oferecer uma prova gratuita permite que o produto apresente seu principal argumento antes mesmo de chegar ao carrinho.
A decisão continua sendo construída diante da gôndola. A exposição do produto, os estímulos ao redor e a oportunidade de experimentá-lo podem ser decisivos para uma nova escolha.
Afinal, o que faz um produto sair da prateleira e entrar no carrinho?
Não tem uma receita mágica que explique isso. O preço impõe o limite do bolso, enquanto sabor, qualidade, ingredientes, conveniência, confiança na marca e a experiência no mercado completam a equação.
Talvez a pergunta mais útil para o mercado não seja apenas “quanto custa?”, mas “o consumidor consegue perceber por que esse produto vale o que custa?”
Essa percepção de valor é construída em vários detalhes, seja na embalagem que deixa os benefícios fáceis de identificar, no sortimento que contempla ocasiões e orçamentos variados ou na degustação que apresenta um produto novo pelo sabor. Promoções bem planejadas completam esse trabalho ao incentivar a experimentação sem desgastar o valor percebido da marca.
Preço e valor precisam fazer sentido na mesma oferta. Quando embalagem, sortimento, degustação e promoção reforçam essa percepção, o produto encontra melhores condições para competir pela preferência do consumidor.
As melhores respostas surgem quando o mercado se reúne
Saber o que pode conquistar o consumidor envolve acompanhar o que está chegando às prateleiras, provar novos produtos, conhecer soluções e trocar experiências com quem enfrenta decisões semelhantes no dia a dia. Colocar indústria, varejo, distribuidores e compradores na mesma conversa é uma forma prática de avançar nessas respostas.
Na Anuga Select Brazil, essa troca acontece ao vivo. Na feira, produtos são lançados e provados, novidades encontram compradores e fornecedores conversam direto com quem decide o que vai para prateleira.
E esse olho no olho dá muito resultado. Em 2026, a Mega Rodada de Negócios da Anuga Select Brazil movimentou cerca de R$ 150 milhões, com mais de 300 empresas, aproximadamente 3 mil reuniões e 120 grandes compradores nacionais e internacionais. A edição recebeu mais de 14 mil visitantes e contou com mais de 550 marcas expositoras.
De 6 a 8 de abril de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a Anuga Select Brazil abre uma nova oportunidade para colocar produtos, compradores e fornecedores ao seu lado.
Que tal colocar seu produto entre os próximos campeões do mercado? Venha expor na Anuga Select Brazil e apresente-o diretamente a quem participa dessas decisões. Saiba mais e fale com nosso time!
Perguntas frequentes
O que influencia a decisão de compra de alimentos?
A compra de alimentos é influenciada por fatores como sabor, preço, qualidade percebida, composição, praticidade e experiência no ponto de venda. O peso de cada critério varia conforme o produto, o orçamento e a ocasião de consumo, fazendo com que o consumidor avalie o valor da oferta como um todo.
Qual é a importância do preço na compra de alimentos?
O preço continua entre os principais critérios de escolha, principalmente em períodos de maior controle do orçamento. Ainda assim, o consumidor considera o que recebe pelo valor pago, colocando na comparação atributos como qualidade, sabor, quantidade, benefícios e experiências anteriores com o produto.
Como a embalagem influencia a decisão de compra?ortância do preço na compra de alimentos?
A embalagem apresenta informações que podem pesar na escolha, como composição, quantidade, conservação e modo de preparo. Formato, tamanho, facilidade de uso e clareza na comunicação dos benefícios ainda contribuem para a percepção de valor diante de produtos concorrentes.
Como o ponto de venda influencia o consumidor?
No varejo alimentar, exposição, organização da gôndola, promoções, lançamentos e degustações podem mudar uma escolha mesmo quando o consumidor já chega à loja com uma compra planejada. O ponto de venda cria espaço para comparação, descoberta e experimentação antes da decisão final.
O que faz um produto se destacar no varejo alimentar?
Um produto ganha força quando preço, qualidade, sabor, composição, praticidade, embalagem e apresentação sustentam uma proposta de valor fácil de perceber. Na gôndola, esses atributos ainda podem ser reforçados pela exposição, pela degustação e por promoções coerentes com o posicionamento da marca.