06-08.04.2027

10h às 19h

Distrito Anhembi - SP

07.-09.04.2026

10h às 19h

Distrito Anhembi - SP

Blog Anuga Select Brazil

Exportação de alimentos: quais mercados estão de olho nos produtos brasileiros?

A exportação de alimentos brasileiros alcançou cerca de 190 países e movimentou US$ 66,7 bilhões em produtos industrializados em 2025. China, Estados Unidos, Países Baixos, Indonésia e Japão estão entre os principais compradores, enquanto países árabes e latino-americanos também abrem diferentes frentes comerciais. Entrar nesses mercados exige entender demanda, requisitos de acesso, canais de venda e perfil dos compradores. A Anuga Select Brazil aproxima empresas desse ambiente internacional ao reunir compradores, entidades e profissionais da cadeia de alimentos e bebidas em um espaço voltado à geração de negócios.

Brasil bate recorde e alcança novos mercados

Em 2025, os alimentos brasileiros chegaram a cerca de 190 países, e as exportações de produtos industrializados atingiram o recorde de US$ 66,7 bilhões. Por trás desses números está uma rede comercial que passa pelos grandes compradores da Ásia, alcança mercados exigentes da Europa e dos Estados Unidos, mantém relações importantes com os países árabes e encontra novas possibilidades também entre os vizinhos latino-americanos.

Só que vender para tantos destinos não torna esses mercados iguais. Um produto competitivo no Brasil precisa encontrar demanda, atender regras locais, chegar pelo canal adequado e fazer sentido para quem compra do outro lado. Em alguns países, certificações têm peso decisivo; em outros, características do produto, preço, origem, embalagem ou capacidade de fornecimento podem mudar a negociação.

A partir dessas diferenças, as empresas podem direcionar melhor seus esforços e identificar oportunidades compatíveis com seus produtos. A seguir, vamos olhar para quem já compra alimentos brasileiros, quais mercados ganharam espaço, os produtos presentes nas exportações e os pontos que precisam entrar na estratégia de quem pretende negociar com compradores internacionais.

 

Índice

  1. Exportação de alimentos favorece o saldo comercial brasileiro
  2. Quais mercados mais compram alimentos brasileiros?
  3. Da Ásia à América Latina, as exportações brasileiras encontram diferentes rotas
  4. Quais alimentos brasileiros têm força no mercado internacional?
  5. O que pesa na escolha de um novo mercado?
  6. Como chegar aos compradores internacionais?
  7. Anuga Select Brazil aproxima produtos brasileiros de novos mercados
  8. Perguntas frequentes sobre exportação de alimentos

 

1. Exportação de alimentos favorece o saldo comercial brasileiro

A dimensão alcançada no exterior também aparece nos resultados da indústria brasileira de alimentos, que fechou 2025 com R$ 1,388 trilhão em faturamento, alta de 8,02% sobre o ano anterior. As exportações de produtos industrializados responderam por 19,1% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior e, em comparação com 2020, cresceram 73% em valor, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).

Outro número chama atenção pela participação no comércio exterior brasileiro. O setor registrou superávit de US$ 57,5 bilhões em 2025, equivalente a 84% do saldo comercial positivo do país naquele ano. O resultado veio mesmo com barreiras tarifárias, conflitos internacionais e custos logísticos que interferiram nas negociações ao longo do período.

O desempenho também revela uma pauta de exportação que vai além dos grandes volumes agrícolas pelos quais o Brasil já é reconhecido. Alimentos e bebidas industrializados conquistaram uma participação expressiva nessas vendas, reunindo desde produtos com menor grau de processamento até categorias de maior valor agregado.

A expectativa da ABIA é que as exportações do setor alcancem US$ 70 bilhões em 2026. Chegar a esse patamar depende tanto dos grandes destinos que já sustentam as vendas quanto da capacidade de distribuir negócios entre diferentes países.

2. Quais mercados mais compram alimentos brasileiros?

A China liderou o ranking de compradores dos alimentos industrializados brasileiros em 2025. Estados Unidos, Países Baixos, Indonésia e Japão completaram as cinco primeiras posições, ainda segundo a ABIA.

A lista já diz bastante sobre o alcance geográfico dessas vendas. A Ásia ocupa três das cinco primeiras posições, enquanto Estados Unidos e Países Baixos mostram que esse mapa se estende a outras regiões.

A Europa também mantém peso importante. Considerando o agronegócio em uma base mais abrangente, as exportações brasileiras para a União Europeia passaram de US$ 19,5 bilhões em 2024 para US$ 21,8 bilhões em 2025. Café verde, farelo de soja e soja em grãos lideraram essa pauta, acompanhados por produtos como carne bovina, milho e açúcar.

A diversificação dos destinos ganha importância justamente quando um grande mercado passa por mudanças comerciais. Tarifas aplicadas pelos Estados Unidos afetaram o desempenho do setor em 2025 e, segundo estimativa apresentada pela ABIA, entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão em vendas deixaram de ser realizadas. Ter compradores distribuídos por diferentes regiões reduz a exposição a mudanças concentradas em um único destino.

3. Da Ásia à América Latina, as exportações brasileiras encontram diferentes rotas

A China lidera as compras de alimentos industrializados brasileiros, acompanhada na Ásia por dois países que também chegaram ao grupo dos cinco maiores destinos em 2025. Indonésia e Japão ocupam posições que reforçam o peso da região e, principalmente, mostram que as relações comerciais brasileiras por lá se estendem a economias com perfis bastante distintos.

Há diferenças importantes entre esses mercados em hábitos de consumo, canais de venda, exigências regulatórias e posicionamento de produto. Na realidade, entrar na China, no Japão ou na Indonésia envolve decisões próprias sobre portfólio, apresentação, documentação e parceiros comerciais. Conhecer essas particularidades torna a escolha do destino mais precisa e evita aplicar a mesma estratégia a países com dinâmicas de consumo diferentes.

Fora da Ásia, os países árabes ocupam uma posição que merece atenção pelos números. Em 2025, a Liga Árabe foi o segundo principal bloco regional de destino dos alimentos industrializados brasileiros, ficando à frente da União Europeia. Dependendo do país e da categoria, certificações, requisitos religiosos e adequações específicas de produção fazem parte das condições de acesso, especialmente em produtos de origem animal. A FAMBRAS Halal, maior certificadora Halal da América Latina e parceira da Anuga Select Brazil, reúne cerca de 350 indústrias certificadas que exportam para diferentes mercados internacionais.

A América Latina também trouxe mudanças importantes em 2025. As vendas de alimentos brasileiros para a Argentina cresceram 70%, e Paraguai, Uruguai e Chile registraram avanço. A proximidade geográfica pode tornar algumas operações logísticas mais simples, mas preço, concorrência, distribuição e regras locais continuam definindo a viabilidade comercial em cada país.

Esses movimentos colocam opções bastante diferentes diante das empresas brasileiras. Há grandes compradores asiáticos, uma relação já consolidada com o mundo árabe e países latino-americanos que aumentaram suas compras recentemente. As condições de entrada, o perfil dos compradores e as exigências de cada país acabam definindo quais destinos fazem sentido para cada produto.

4. Quais alimentos brasileiros têm força no mercado internacional?

Soja, proteínas animais, açúcar, café e milho continuam entre os produtos de maior projeção externa do país. Em 2025, a soja em grãos gerou US$ 43,5 bilhões em receitas de exportação, e a carne bovina alcançou o recorde de US$ 17,9 bilhões. O café chegou a US$ 16 bilhões, com alta de 30,3% em valor no ano.

Os grandes volumes dividem a pauta externa com produtos de diferentes níveis de processamento. Frutas, sucos, biscoitos, massas, pães e bolos também chegam a compradores internacionais e mostram outras frentes da oferta brasileira de alimentos.

Alimentos entre os principais produtos exportados pelo Brasil em 2025

Produtos brasileiros O que observar no mercado externo
Frutas O Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas em 2025, com faturamento de US$ 1,56 bilhão. Manga, melão, melancia, limões e limas estiveram entre os principais produtos em volume.
Sucos O processamento de frutas abre uma frente própria de exportação, com destaque internacional para o suco de laranja brasileiro.
Snacks e alimentos processados Conveniência, sabor, embalagem e adaptação ao consumo local entram na estratégia de produtos que disputam espaço fora das grandes cadeias de commodities.
Alimentos funcionais Formulação, benefícios nutricionais, ingredientes e regras para alegações exigem atenção na entrada em diferentes mercados.
Ingredientes Produtos destinados à indústria seguem uma lógica B2B, na qual aplicação, especificações técnicas, regularidade de fornecimento e adequação regulatória pesam na negociação.

Fonte: Conab, ComexStat e Abimapi.

A abertura de novos mercados também movimenta categorias que já possuem grande escala internacional. A carne bovina brasileira conquistou acesso a 11 novos mercados ao longo de 2025, e a carne suína avançou 19,6% em valor exportado, levando o Brasil, pela primeira vez, à posição de terceiro maior exportador mundial da categoria.

Cada grupo de produtos encontra condições próprias de comercialização no exterior. Escala e preço podem ter maior peso em uma negociação; processamento, origem, certificações, formulação ou características específicas do produto podem definir outras.

5. O que pesa na escolha de um novo mercado?

Um país que importa grandes volumes de alimentos não é automaticamente o melhor destino para qualquer produto brasileiro. Antes de investir em prospecção, seis pontos mostram se a oportunidade faz sentido na prática:

Demanda
Quem compra essa categoria, em qual volume e faixa de preço? O consumo existente precisa ser compatível com o posicionamento do produto.

Requisitos de entrada
Normas sanitárias, registros, certificações, ingredientes permitidos e documentação variam entre mercados e categorias. Identificar essas exigências cedo evita desenvolver uma operação comercial que depois esbarra em uma barreira regulatória.

Produto e embalagem
Rotulagem, idioma, tamanho da embalagem, formulação, informações nutricionais e até apresentação podem exigir adaptações. A versão comercializada no Brasil nem sempre está pronta para entrar diretamente em outro país.

Logística
Prazo, frete, armazenagem e necessidade de cadeia refrigerada interferem no custo final e na capacidade de competir. Em alimentos perecíveis, essa conta ganha ainda mais importância.

Canal de venda
Importador, distribuidor, varejo, foodservice e indústria compram de maneiras diferentes. Definir quem precisa ser alcançado também influencia preço, volume, apresentação comercial e negociação.

Concorrência
O produto brasileiro disputa espaço com fornecedores locais e de outros países. Preço sozinho raramente explica essa competição. Regularidade de fornecimento, qualidade, diferenciais do produto e confiança comercial também entram na decisão de compra.

Responder a esses pontos antes de escolher o destino torna a prospecção mais precisa. Também evita tratar países inteiros como mercados homogêneos quando, dentro deles, canais e públicos podem oferecer condições bastante diferentes.

6. Como chegar aos compradores internacionais?

Depois da escolha do mercado, surge uma etapa menos visível nas estatísticas de exportação: encontrar quem pode colocar o produto em circulação naquele país. Dependendo da categoria e do modelo de negócio, essa ponte passa por importadores, distribuidores, redes varejistas, atacadistas, indústrias, operadores de foodservice ou representantes comerciais.

A busca por esses contatos pode combinar prospecção direta, apoio de entidades especializadas, missões comerciais, rodadas de negócios e feiras do setor. A ApexBrasil, que informa atender 3.565 empresas de alimentos, bebidas e agronegócio, atua nessa aproximação e também participa da Anuga Select Brazil com iniciativas voltadas à internacionalização.

Na edição de 2026, a agência esteve presente com o Exporta Mais Brasil, que promove rodadas entre empresas brasileiras e compradores internacionais, além de ações de capacitação e inteligência de mercado. Essa combinação é especialmente útil porque uma negociação internacional começa antes da conversa com o comprador. Informações sobre demanda, perfil de consumo, concorrência e características de cada destino permitem chegar a esse encontro com uma proposta comercial mais bem preparada.

Feiras de negócios concentram essas duas frentes no mesmo ambiente. Além do contato com importadores, distribuidores e varejistas, elas dão acesso a especialistas, entidades setoriais, conteúdos e informações que ajudam a entender o comportamento de diferentes mercados. Também permitem observar produtos concorrentes, conversar diretamente com profissionais da cadeia e identificar ajustes que podem ser necessários antes de uma negociação avançar.

7. Anuga Select Brazil aproxima produtos brasileiros de novos mercados

Os números apresentados ao longo deste artigo mostram um Brasil que já ocupa espaço em diferentes rotas do comércio mundial de alimentos. A próxima decisão é bem mais específica e acontece empresa por empresa: qual mercado combina com o produto, quais exigências precisam ser atendidas e com quem vale a pena negociar.

A Anuga Select Brazil coloca parte dessas respostas em circulação durante a feira. A programação reúne empresas brasileiras e internacionais, compradores e entidades que acompanham o comércio de alimentos e bebidas, além de iniciativas voltadas à geração de negócios e à internacionalização. É um espaço para levar ao contato comercial aquilo que começou com pesquisa, preparação e escolha de mercado.

Anuga Select Brazil 2027

Novos mercados podem começar por uma boa conexão comercial

De 6 a 8 de abril, a Anuga Select Brazil reúne em São Paulo empresas e profissionais da cadeia de alimentos e bebidas do Brasil e de outros países. Para quem busca espaço no mercado internacional, a feira oferece um ambiente para apresentar produtos, conhecer potenciais parceiros e participar de iniciativas voltadas à geração de negócios.

Conheça as oportunidades para expor.

 

8. Perguntas frequentes

Quais países mais compram alimentos industrializados brasileiros?

China, Estados Unidos, Países Baixos, Indonésia e Japão foram os cinco principais compradores em 2025, segundo a ABIA. A presença de três países asiáticos entre os cinco primeiros acompanha a liderança da Ásia entre os destinos das exportações do setor.

Quanto o Brasil exporta em alimentos?

As exportações de alimentos industrializados somaram US$ 66,7 bilhões em 2025, o maior valor já registrado pelo setor. Esse total representou 19,1% de tudo o que o Brasil exportou no ano.

Quais alimentos brasileiros estão entre os mais exportados?

Soja, açúcares e melaços, carne bovina, farelo de soja, milho e carnes de aves aparecem entre os dez principais produtos da pauta exportadora brasileira de 2025, segundo o ComexStat. O comércio exterior também inclui alimentos processados, ingredientes, bebidas e produtos com maior valor agregado.

O que uma empresa precisa avaliar antes de exportar alimentos?

Demanda, requisitos sanitários, certificações, concorrência, logística, canais de venda e possíveis adaptações de produto e embalagem estão entre os principais pontos. As exigências mudam conforme o país e a categoria, por isso a análise precisa considerar o mercado escolhido.

Como encontrar compradores internacionais de alimentos?

Prospecção direta, importadores, distribuidores, missões comerciais, rodadas de negócios e feiras B2B estão entre os caminhos disponíveis. Eventos especializados também aproximam empresas de entidades e profissionais com informações sobre mercados, regulamentação e oportunidades comerciais.

 

Categoria: Comércio Exterior & Internacionalização

Tags: Exportação, Mercados Internacionais, Oportunidades de Negócios, Compradores Internacionais, Alimentos e Bebidas

Patrocínio

Compartilhe

Categorias

Leia também