Resumo rápido: O foodservice busca produtos que combinem qualidade, praticidade, bom rendimento e formatos adequados a diferentes rotinas, sem deixar de lado novidades que valorizem a experiência do consumidor. Tecnologia, controle de custos, redução de desperdícios e equipes mais enxutas também influenciam as decisões de compra. Na Anuga Select Brazil, marcas de alimentos e bebidas encontram compradores de diferentes canais e podem apresentar soluções alinhadas a essas novas demandas.
Índice
-
Um mercado maior e com novas exigências
-
Tecnologia muda a rotina dentro e fora da cozinha
-
Novos sabores encontram espaço nos cardápios
-
Novos canais mudam as necessidades de compra
-
Desperdício e mão de obra também influenciam as escolhas
-
Conhecer a operação faz diferença na hora de vender
-
Quando produto e comprador entram na mesma conversa
-
Perguntas frequentes
1. Um mercado maior e com novas exigências
O foodservice brasileiro chega a 2026 em um momento de crescimento, mas também de maior pressão por eficiência. O setor de bares e restaurantes deve encerrar o ano com faturamento de R$ 540 bilhões, uma alta de aproximadamente 9% em relação aos R$ 495 bilhões registrados em 2025, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
O avanço mostra o tamanho das oportunidades na alimentação fora do lar, mas faturar mais é apenas uma parte da equação. Custos, produtividade, mão de obra, desperdícios e mudanças no comportamento do consumidor continuam interferindo nas decisões tomadas diariamente pelos negócios do setor.
Do outro lado do balcão, as expectativas também mudaram. Uma pesquisa nacional realizada em 2026 mostrou que a tecnologia já acompanha diferentes momentos da jornada de consumo, enquanto aspectos essencialmente humanos continuam importantes. Qualidade da comida, prazer e conforto aparecem entre os fatores valorizados na escolha de um restaurante, e celebrações, descanso, encontros familiares e socialização seguem entre os principais motivos para comer fora de casa.
Ferramentas digitais agilizam processos e facilitam etapas do consumo, mas qualidade, conforto e interação continuam influenciando a experiência do cliente.
Esse cenário exige mais eficiência, controle de custos e atenção às novas demandas do público. As mudanças afetam a rotina dos estabelecimentos e chegam também à escolha de produtos e fornecedores de alimentos e bebidas.
2. Tecnologia muda a rotina dentro e fora da cozinha
Antes de chegar ao cardápio digital ou ao aplicativo de delivery, boa parte da transformação tecnológica do foodservice acontece longe dos olhos do consumidor.
Estoque, compras, custos, produção, desperdício e resultados financeiros podem hoje ser acompanhados de maneira cada vez mais integrada. Com mais informações disponíveis, gestores conseguem identificar desvios, antecipar necessidades e tomar decisões com maior rapidez.
Essa busca por controle ganha importância em um mercado que cresce, mas continua pressionado por custos e margens. Levantamento divulgado em 2026 pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) aponta um movimento de profissionalização do foodservice brasileiro, acompanhado pelo avanço das tecnologias de gestão e pelo uso mais estratégico de dados.
No atendimento, a digitalização aparece de outra forma. QR Codes, aplicativos, totens de autoatendimento, sistemas de pedidos e pagamentos digitais podem encurtar etapas e dar mais autonomia ao cliente. A interação humana continua presente em momentos que exigem orientação, personalização ou contato direto com a equipe.
A Inteligência Artificial amplia essas possibilidades. Análise de dados, previsão de demanda, identificação de padrões de consumo e personalização de ofertas são algumas das aplicações que podem apoiar decisões no dia a dia.
Na cozinha, um controle mais preciso do estoque e da produção reduz perdas e organiza melhor o uso dos ingredientes. A automação de determinadas tarefas libera a equipe para outras etapas do trabalho.
Esse movimento também muda a forma de olhar para os produtos. Soluções que simplificam processos, trazem previsibilidade ou melhoram o aproveitamento podem oferecer algo além do próprio ingrediente.
3. Novos sabores encontram espaço nos cardápios
A experiência oferecida também passa pelo que chega à mesa. Sabor, apresentação, procedência dos ingredientes e formas de aplicação compõem o cardápio e diferenciam a proposta de cada estabelecimento.
A regionalidade também aparece nessa busca. Uma pesquisa da Mintel mostrou que 26% estariam dispostos a pagar mais por pratos preparados com ingredientes locais ou regionais. Outros 23% apontaram itens produzidos localmente como motivo para investir um valor maior na refeição.
Esse interesse favorece produtos artesanais, ingredientes brasileiros e alimentos associados a diferentes territórios. Eles podem aparecer em receitas autorais, propostas que exploram a brasilidade ou simplesmente trazer algo diferente para negócios que desejam renovar o cardápio.
Informações sobre procedência, formas de produção e usos possíveis também valorizam a apresentação comercial. Mostrar onde um ingrediente se encaixa no cardápio e quais são seus diferenciais torna a conversa com compradores mais prática e próxima das necessidades do negócio.
4. Novos canais mudam as necessidades de compra
O foodservice brasileiro recebeu 5,6 bilhões de visitas somente no primeiro trimestre de 2025, segundo dados da Circana divulgados pela ABIA. O levantamento considera refeições feitas no estabelecimento, retirada e delivery, em um mercado que movimentou R$ 61,3 bilhões no período.
O consumo hoje acontece de várias formas. Um restaurante pode servir o salão, preparar pedidos para delivery e retirada e ainda atender eventos. Na hotelaria, café da manhã, restaurante, bar e room service também fazem parte de uma mesma operação.
Cada situação pode exigir algo específico do produto. Um molho servido no salão, por exemplo, pode precisar de outro tamanho de embalagem ou porcionamento para atender um grande volume de delivery. Uma equipe menor pode buscar itens pré-processados para reduzir etapas de preparo. Já uma rede com várias unidades precisa de regularidade para entregar o mesmo resultado em todos os endereços.
Porções, embalagens, prazo de conservação, rendimento, facilidade de preparo e padronização fazem parte dessa escolha. Produtos prontos ou semiprontos também chamam a atenção quando simplificam o trabalho sem comprometer o resultado final.
Vale considerar onde aquele produto será utilizado. Salão, delivery, hotelaria e eventos podem pedir formatos, volumes e características próprias, inclusive dentro de um mesmo negócio.
5. Desperdício e mão de obra também influenciam as escolhas
Alimentos descartados, compras acima da necessidade, armazenamento inadequado e erros no preparo aumentam os custos. Porções adequadas à demanda, boa conservação e informações claras sobre armazenamento e validade podem reduzir essas perdas e facilitar o controle do que entra e sai da cozinha.
Origem, rastreabilidade, embalagem e forma de produção também aparecem nessa avaliação, especialmente quando essas informações fazem parte da proposta do estabelecimento e chegam até o consumidor.
A mão de obra acrescenta outra preocupação à rotina. Contratar e manter profissionais ainda é uma dificuldade para o setor, e equipes menores precisam atender diferentes demandas sem perder agilidade ou regularidade no preparo.
Pense em uma cozinha que prepara dezenas de porções do mesmo prato durante o almoço. Um ingrediente que já chega limpo, cortado ou na quantidade adequada elimina parte do trabalho, reduz diferenças entre as porções e ainda pode evitar sobras. Em maior escala, alguns minutos economizados em cada preparo fazem diferença na rotina da equipe.
Essa praticidade pode aparecer em ingredientes porcionados, pré-processados, de fácil aplicação ou desenvolvidos para manter características semelhantes a cada preparo. Na hora da compra, rendimento e preço continuam importantes, mas o tempo necessário na cozinha e o aproveitamento do produto também fazem diferença na decisão.
O que pode fazer diferença na escolha de um fornecedor de foodservice?
| Necessidade da operação | O que pode fazer diferença na escolha do fornecedor |
| Reduzir desperdícios | Porções adequadas, maior aproveitamento e informações claras de conservação |
| Ganhar agilidade | Produtos prontos para uso, pré-processados ou que reduzam etapas de preparo |
| Manter padrão | Regularidade entre lotes, especificações técnicas e controle de qualidade |
| Controlar custos | Previsibilidade de preços, formatos adequados e condições comerciais |
| Criar novos pratos | Ingredientes diferenciados, produtos sazonais e soluções que permitam inovação |
| Atender diferentes perfis | Variedade de formatos, tamanhos e características |
| Comunicar origem | Rastreabilidade, certificações e informações sobre produção |
| Garantir abastecimento | Capacidade de entrega, regularidade e estrutura de distribuição |
6. Conhecer a operação faz diferença na hora de vender
Entender como o produto será usado é um bom começo. Onde ele será armazenado? Quanto tempo leva para ser preparado? Precisa de equipamentos específicos? Qual rendimento entrega? Funciona da mesma forma em períodos de maior movimento?
Essas respostas transformam características técnicas em argumentos mais próximos da rotina do comprador.
Nem sempre a demanda exige um produto completamente novo. Uma embalagem diferente, outro tamanho de porção, maior prazo de conservação ou uma preparação mais simples podem tornar um item já existente mais adequado ao canal.
O preço continua fazendo parte da decisão, mas não precisa ser analisado isoladamente. Rendimento, padronização, facilidade de preparo, redução de perdas e regularidade no abastecimento interferem no custo real de uma operação.
Manter contato próximo com os compradores facilita a identificação de novas demandas. Às vezes, uma mudança no mercado aparece primeiro como uma dificuldade relatada por um cliente e só depois se transforma em uma necessidade mais ampla do setor.
7. Quando produto e comprador entram na mesma conversa
Conhecer o mercado também envolve estar onde as decisões de compra acontecem. Feiras B2B colocam novos produtos diante de profissionais que procuram fornecedores, acompanham lançamentos e avaliam soluções para seus negócios. O contato direto ainda permite ouvir demandas que dificilmente aparecem em uma apresentação comercial feita à distância.
A Anuga Select Brazil cria esse ambiente para o mercado de alimentos e bebidas. Indústria, varejo, distribuição, atacado, foodservice, hotelaria e supermercados participam da feira, abrindo diferentes caminhos para uma marca apresentar seu portfólio e conversar com potenciais parceiros.
Os números da última edição mostram a dimensão desses encontros. Em 2026, mais de 14 mil visitantes passaram pelo evento, que contou com mais de 550 marcas expositoras. Na Mega Rodada de Negócios, mais de 300 empresas participaram de aproximadamente 3 mil reuniões com cerca de 120 grandes compradores nacionais e internacionais, movimentando R$ 150 milhões.
O matchmaking direciona encontros de acordo com os interesses comerciais dos participantes. Assim, empresas podem apresentar seus produtos a compradores que já estão em busca de novidades para o mercado.
De 6 a 8 de abril de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo, uma nova edição volta a aproximar marcas e compradores.
E se o próximo produto a entrar no radar desses compradores for o seu? Clique aqui para expor na Anuga Select Brazil.
Perguntas frequentes
Quais são as principais tendências do foodservice em 2026?
Tecnologia, uso de dados, eficiência operacional, personalização, redução de desperdícios e busca por experiências mais humanas estão entre os movimentos observados no foodservice. A dificuldade de contratação e a pressão sobre custos também aumentam a procura por processos mais simples e produtivos.
O que restaurantes, hotéis e bares procuram em fornecedores?
As necessidades variam conforme a operação, mas fatores como qualidade, regularidade de abastecimento, rendimento, conservação, padronização, praticidade, formatos adequados e condições comerciais podem influenciar a escolha de um fornecedor.
Como uma empresa pode vender para o foodservice?
Conhecer a rotina do estabelecimento é um bom ponto de partida. Entender como o produto será armazenado, preparado e servido ajuda a construir uma proposta mais adequada. Relacionamento com compradores, distribuidores e participação em encontros B2B também podem abrir novas oportunidades comerciais.
Como encontrar compradores de alimentos e bebidas?
Feiras profissionais, rodadas de negócios e programas de matchmaking aproximam fornecedores de compradores de restaurantes, hotéis, redes de foodservice, varejo, atacado e distribuição. A Anuga Select Brazil reúne esses diferentes públicos e realiza sua próxima edição de 6 a 8 de abril de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo.