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O novo mapa das prateleiras dos supermercados: como acompanhar as tendências de consumo no varejo alimentar para ganhar competitividade

Insights estratégicos para marcas e varejistas se destacarem em um mercado em transformação

O varejo alimentar brasileiro vive uma transformação acelerada, com prateleiras tradicionais cedendo espaço para categorias emergentes, produtos inovadores e experiências de compra diferenciadas. Entender o comportamento do consumidor deixou de ser apenas operacional e se tornou uma estratégia capaz de antecipar movimentos de mercado, reposicionar marcas, ajustar sortimento e aumentar a competitividade. Novas categorias ganham destaque, algumas precisam se reinventar e outras perdem relevância, enquanto produtos alinhados à conveniência, saúde e sustentabilidade conquistam atenção e fidelidade. Identificar quais segmentos merecem investimento se tornou essencial para liberar capital, reduzir perdas e impulsionar a rentabilidade no varejo alimentar.

O impacto dessas mudanças se reflete nos números e exige atenção imediata. Estudos recentes mostram que cerca de 6% do estoque dos supermercados brasileiros permanece parado, o equivalente a R$ 6 bilhões imobilizados, consumindo recursos que poderiam ser direcionados a categorias mais promissoras, inovação ou experiência de compra. Com o giro de estoque respondendo por 81% do retorno sobre investimento (Painel Neogrid 2024), cada aumento na rotatividade deixa de ser apenas uma vantagem operacional e se transforma em um fator estratégico capaz de elevar rentabilidade e competitividade.

Ao mesmo tempo, os hábitos de consumo estão migrando rapidamente para o digital. Cerca de 15% dos brasileiros já realizam compras de supermercado online, sinalizando que a migração estrutural para o e-commerce não é passageira. Essa mudança cria novas oportunidades: integração entre lojas físicas e digitais, retirada rápida e tecnologia aplicada ao sortimento se tornaram fatores decisivos para otimizar o giro de estoque e fortalecer o posicionamento estratégico das prateleiras no varejo alimentar.

Crescimento do comércio digital e do delivery no varejo alimentar

Comportamentos que antes eram pontuais no digital agora se consolidam como parte da jornada de compra. Segundo relatório da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), 40% dos supermercadistas já operam com ecommerce, embora esse canal represente cerca de 12% das vendas entre os players mais maduros, evidenciando espaço de crescimento significativo.

Os canais preferidos para compra online incluem sites e apps de supermercados, aplicativos de delivery e até WhatsApp, refletindo a diversidade de caminhos pelos quais o consumidor acessa produtos alimentares no ambiente digital.

No universo de delivery, o volume de mercado também cresce rapidamente: o segmento de entrega de alimentos online no Brasil atingiu mais de US$ 6,7 bilhões em 2024, com projeção de atingir quase US$ 11,7 bilhões até 2030, mantendo uma tendência consistente de crescimento anual.

Esses números apontam que o consumidor moderno busca eficiência, rapidez e conveniência, atributos que já migraram para o varejo alimentar e influenciam diretamente o sortimento, o posicionamento de categorias emergentes e a estratégia de presença digital do varejista.

Categorias que ganham destaque nas prateleiras

O mercado de alimentos prontos para consumo e itens de conveniência saudável segue em crescimento acelerado. Snacks individuais, refeições ultracongeladas, bebidas funcionais e alternativas plantbased conquistam espaço e despertam interesse de consumidores que buscam praticidade, saúde e inovação. Segundo o Sebrae, a conveniência está no centro da experiência de compra, exigindo integração entre canais físicos e digitais, retirada no mesmo dia e processos simplificados.

Além de conveniência, a personalização e o bemestar guiam a escolha do consumidor. Produtos que unem sabor, praticidade e benefícios nutricionais ganham preferência, enquanto categorias que não evoluem perdem relevância. O mercado plantbased no Brasil alcançou um tamanho estimado de US$ 281,64 milhões em 2025, com projeção de crescer a uma taxa anual de mais de 10% na próxima década, refletindo como opções sustentáveis e saudáveis estão capturando interesse dos consumidores.

Da mesma forma, o segmento de alimentos funcionais, associado a benefícios à saúde como probióticos, vitaminas e fibras, segue em expansão no país, com receita superior a US$ 5 bilhões em 2023 e previsão de ultrapassar US$ 8,5 bilhões até 2030. Esse crescimento indica que produtos que prometem impacto positivo na saúde e bemestar conquistam espaço relevante no sortimento.

A tabela abaixo mostra algumas das tendências mais promissoras:

Categoria Crescimento esperado 2026 Insights estratégicos
Plant-based +15% Produtos flexíveis que substituem proteínas animais conquistam diferentes perfis de consumidores
Snacks saudáveis +12% Embalagens práticas e porções individuais atendem à conveniência e ao consumo fora de casa
Bebidas funcionais +10% Associadas a bem-estar, energia e hidratação, atraem consumidores entre 25 e 45 anos

Fonte: Euromonitor International, Mintel, Sebrae e NielsenIQ.

As oportunidades surgem para marcas que antecipam essas mudanças e conseguem inserir seus produtos nas categorias certas, ajustando sortimento e comunicação ao perfil do consumidor.

Como marcas se reinventam para gerar relevância

A reinvenção de marcas tradicionais mostra que inovação no varejo supermercadista vai muito além de lançar novos produtos. Reformulações de receitas, embalagens sustentáveis, versões premium e adaptações a dietas específicas permitem que marcas mantenham presença e engajem consumidores.

Tecnologia e experiência de compra caminham lado a lado. Checkouts automáticos, aplicativos de fidelidade e displays interativos transformam o ponto de venda em um canal de engajamento, enquanto soluções de inteligência artificial devem se consolidar em 2026. Agentes de IA também podem analisar concorrência, elasticidade e estoque em tempo real, sugerindo ajustes em preços, ordens de compra e posicionamento de produtos. Essa automação ajuda o varejista a liberar capital imobilizado e a aumentar o retorno sobre investimento, enquanto melhora a experiência de compra do consumidor.

Giro de estoque e eficiência operacional como oportunidades estratégicas

O estoque passou a ser um ativo estratégico e não apenas um espaço de armazenagem. Produtos que permanecem muito tempo nas prateleiras travam capital e reduzem margens. Por outro lado, itens com alto giro liberam recursos, aumentam o retorno sobre investimento e permitem reposicionar categorias de crescimento.

Ferramentas preditivas ajudam a antecipar demanda, ajustar mix e melhorar a experiência do consumidor. A integração entre canais, layouts que facilitam a jornada de compra e programas de fidelidade que oferecem benefícios práticos garantem que a experiência seja contínua, envolvente e eficiente. Com isso, o giro de estoque se tornou um verdadeiro termômetro da rentabilidade, muito mais eficaz do que a competição baseada exclusivamente em preço.

A sustentabilidade também se tornou critério estratégico. Produtos com embalagens recicláveis, ingredientes de origem local e redução de desperdício atraem consumidores mais conscientes, impulsionando o giro de estoque e reforçando a imagem positiva da marca.

Transformações que definem o futuro do varejo alimentar

O futuro do varejo alimentar exige atenção às mudanças de comportamento, com consumidores buscando conveniência, personalização e clareza. Lojas físicas e digitais cada vez mais integradas, retirada rápida e comunicação transparente sobre estoque e benefícios definem o sucesso das prateleiras.

Categorias que acompanham essas tendências conquistam atenção e fidelidade, enquanto produtos que não evoluem perdem relevância. Para fabricantes e varejistas, compreender essas transformações significa aumentar eficiência, giro de estoque e criar experiências que fidelizam consumidores.

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